domingo, 18 de março de 2012

20 perrengues na hora de escrever uma matéria

Quer jornalismo com humor? Então estamos falando de Duda Rangel. Está para nascer outro blog engraçado como o dele. Usando temas e termos da profissão, Duda brinca com todo tipo de situação - ou perrengue -, em que os profissionais se metem. Aqui, deixo para vocês a postagem que considero a mais engraçada:

1. Ficar travadão e não saber como começar o texto.
2. Ter que decifrar as letras apagadas do teclado.
3. Apurar outras duas matérias enquanto escreve.
4. Sofrer pra se concentrar, porque a colega ao lado não pára de brigar com o marido no telefone.
5. Sofrer pra se concentrar, porque o Datena não pára de falar merda na TV.
6. A pressão do chefe pra acabar o texto em cinco minutos.
7. O torpedo do(a) namorado(a): “Vai chegar cedo em casa hoje?”
8. Precisar escrever 40 linhas, mas ter informação só pra 10.
9. Precisar escrever 10 linhas, mas ter informação pra 40.
10. Esquecer onde anotou aquela declaração superimportante.
11. O computador que demora séculos pra salvar um texto.
12. A barriga que ronca de fome.
13. Não poder acessar o Facebook enquanto escreve, porque o deadline não deixa.
14. Não ter tempo de checar a grafia correta de “obsessão”.
15. Por que na adolescência eu não acabei meu curso de datilografia?
16. O torpedo do gerente do banco: “Seu cheque voltou de novo. Me liga.”
17. O sono.
18. A angústia de que a “obra-prima” que você está criando pode não ser lida por ninguém.
19. Descobrir lá pela 39ª linha que aquela matéria de 40 (a que você só tinha 10 linhas de informação, lembra?) caiu.
20. A maldita voz do Datena que continua falando merda na TV.

Espero que tenham gostado. Beijos e até a próxima!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Jornal Clarín é condenado a retificar título discriminatório publicado

O jornal Clarín foi condenado pela Justiça argentina a retificar o título de uma matéria publicada em 2009.
O texto entitulado “A fábrica de filhos: concebem em série e ganham uma pensão melhor do Estado” dizia que mulheres pobres tinham filhos para receber subsídios.
O título foi considerado ofensivo e, por essa razão, o Clarín deve se retificar. De acordo com o Portal Vermelho, a Justiça argentina considerou que o texto denota “um conteúdo tendente à discriminação e violência psicológica, sexual, simbólica contra a mulher difundindo uma imagem estereotipada que atenta contra sua liberdade reprodutiva”.
As deputadas nacionais Diana Conti e Juliana Di Tullio e a congressista María Teresa García são as responsáveis por apresentarem a ação contra o Clarín. Na opinião delas, o jornal praticou “uma clara violência midiática contra as mulheres”. Ao mesmo tempo, era “uma prática discriminatória, ao estigmatizar um grupo social – mulheres pobres – como incapazes para decidir livremente a concepção de um filho ou dispostas a procriar a fim de obter uma prestação social do Estado”.
A sentença diz que “reduzir o ato de ter filhos a um desejo de subsídio é menosprezar a mulher e desnaturalizar sua condição biológica, bastardear sua condição de mulher até sua máxima expressão” sendo a intenção do editor a de “inclinar a percepção para o sentido mais pejorativo, predispondo o leitor a uma visão desqualificadora e discriminatória, beirando a marginalidade e o menosprezo em relação a estas mães, tentando gerar um clima adverso a elas”.
Em resposta a uma carta de leitores na época da publicação da matéria, o Clarín reconheceu que o título havia sido "infeliz". Por isso, os advogados do jornal consideram o pedido da Justiça "exagerado".
O Clarín deverá fazer sua retificação em um dia que tenha igual tiragem de exemplares daquele em que foi publicada a matéria questionada e também em seu site.

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Amores meus, sei que ando sendo a pior blogueira do mundo. Mas para tanto, tenho um justificativa: agora, além de estudante de jornalismo, também sou estagiária em uma empresa de comunicação denominada Agência Palco. Minhas funções são variadas em frente à Palco. Está sendo uma ótima experiência de amadurecimento, até porque esse é meu primeiro trabalho nesses 20 anos.
Agora que vi que é possível estudar, trabalhar e ter uma vida normal, prometo que farei mais postagens por aqui. Não digo todo dia quanto antes, mas na medida que a cansaço permitir.
Beijos e abraços para todos. É muito bom estar de volta!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Geneton Moraes Neto, o zapeador

O jornalista Geneton Moraes Neto não tem frescura na hora de assistir à televisão. Vai do "Pânico na TV" ao desenho "Bachyardigans", passando por alguns de seus favoritos, como a série "The office" e o reality "Chegadas e partidas". O pernambucano de 55 anos se define como um homem da imprensa escrita parcialmente adaptado à TV. Atualmente, faz entrevistas para o "Dossiê Globo News" e está na equipe de criação do novo programa de Fátima Bernardes na Globo.

O GLOBO: Qual é a sua a primeira lembrança televisiva?
GENETON MORAES NETO: quando criança, via “Além da imaginação”. Não deveria. Ia dormir morrendo de medo de que um daqueles personagens – em geral, mortos que voltavam de outra dimensão – reaparecessem de repente no meio da madrugada, naquela rua do bairro da Torre, no Recife. Jamais perdia um episódio de “O fugitivo”. O Dr. Richard Kimble, médico que passava a vida fugindo de cidade em cidade para tentar escapar da acusação injusta de ter matado a mulher, era ídolo absoluto. Adulto, comprei DVDs das duas séries. A gente passa a vida procurando – em vão – reconquistar o paraíso perdido.

O GLOBO: O que falta na programação?
GENETON: Eu gostaria de ver – quem sabe, numa madrugada – um programa jornalístico que tratasse de temas que a TV aberta descartou nos últimos tempos.

O GLOBO: Cena mais marcante que lembra de ter visto na TV.
GENETON: Minha lista não difere dos clássicos: a morte de Kennedy, os astronautas na Lua, os aviões do 11 de Setembro. Uma cena marcante que vi aos quatorze anos – quando passava férias na casa de tios, no já remotíssimo ano de 1971 – teve a TV como “personagem”: enquanto a televisão transmitia imagens de astronautas da Apollo 14, a cozinheira dispensou intermediários e foi para a janela observar diretamente a Lua. Guardei aquela cena: uma mistura de comovente ingenuidade com sincera curiosidade. A propósito: um dos primeiros “choques de realidade” quem me deu foi a TV: quando tinha exatamente dez anos, fui chorar escondido no quarto, depois de ver no “Repórter Esso” que Walt Disney tinha morrido. Pronto. Falei.

O GLOBO: Gosta de séries?
GENETON: A versão original de “The office” é genial. Tudo ali deu certo. Rick Gervais é gênio: cínico, politicamente incorreto, provocador, naturalmente engraçado. Sou anglófilo em matéria de humor e de imprensa. Ninguém faz humor como os ingleses. E ninguém faz TV (nem jornais) como eles, com as exceções de praxe. Das brasileiras: "O auto da compadecida", dirigida por Guel Arraes, é tudo o que uma teledramaturgia brasileira pode ter de bom.

O GLOBO: Que atração você não perde?
GENETON: Sou o clássico zapeador. Passo sempre pela Globo News para ver se o planeta sofreu algum abalo ou para ouvir algum entrevistado interessante. “Chegadas & Partidas”, com Astrid Fontenelle, no GNT, é excelente, sem pieguice. É programa para ver sem ninguém por perto. Porque é chororô na certa. Pronto. Falei. Gosto do “CQC” desde que começou. O clima no “Esquenta” é sempre fervente. Quando posso, não perco o “Late show” com David Letterman. “Altas Horas” vale a vigília. Jô Soares é uma parada quase obrigatória. Marília Gabriela é uma boa entrevistadora. Sempre passo pelo Canal Brasil. Os silêncios de Paulo César Peréio entrevistando são ótimos. E devo ter me esquecido de outros tantos.

O GLOBO: E não vê de jeito nenhum?
GENETON: Corrida de cavalo. Leilão de joia. Partida de golfe. Pregação religiosa, seja qual for. Não há qualquer motivo especial: é por pura preguiça. Ou alguma idiossincrasia. Mas, a princípio, não me recuso a ver nada. Vejo programas como aqueles do NGT em que apresentadores fazem os trejeitos e a empostação de Silvio Santos, com bailarinas desajeitadas fazendo caras e bocas para a câmera, cenários toscos, “atrações” que dublam os números musicais... Imperdíveis.

O GLOBO: Programa que você adora e que ninguém imaginaria.
GENETON: Como passo por quase tudo, eu mesmo não me surpreendo com as paradas que faço. De qualquer maneira, se eu parar no momento em que o Freddie Mercury Prateado tenta fazer o segurança rir, no “Pânico na TV”, fico por ali. Se estiver passando “Backyardgans” e Beatriz (neta de quase três anos) e João (neto de quase dois) estiverem por perto, vejo até o fim. O olhar atento dos dois vale mais do que qualquer outra coisa.

O GLOBO: Qual foi a entrevista mais memorável que você fez na TV?
GENETON: Reportagem é a única coisa que me interessa no jornalismo desde que comecei, aos dezesseis anos de idade. É assim até hoje, aos 55, quando faço contas para bater em retirada. Assim, caminhei pelo cais de onde saiu o Titanic, em companhia da mais jovem sobrevivente do naufrágio, Milvina Dean. Tive a chance de entrevistar o promotor britânico que, no Tribunal de Nuremberg, mandou para a forca os maiores criminosos de guerra nazistas. Duvidei da confissão de inocência que ouvi do homem que matou o herói negro Martin Luther King. Não vou me esquecer dos relatos que ouvi de quatro astronautas que pisaram na Lua. Faz pouco tempo, tive a chance de entrevistar, simultaneamente, dois Prêmios Nobel: o ex-presidente Jimmy Carter e o arcebispo Desmond Tutu. Isso acontece uma vez na vida. Fazer jornalismo pode ser simples: é ver, ouvir e passar adiante – da maneira mais fiel e mais interessante possível. Ou seja: produzir memória. É o que tento fazer.

O GLOBO: E qual foi a mais difícil?
GENETON: As entrevistas com os generais Newton Cruz e Leônidas Pires Gonçalves, feitas para a Globo News, tiveram momentos difíceis, porque, várias vezes, eles me “devolviam” perguntas – eventualmente, em tom irritado. Nem sempre respondi, porque meu papel, ali, não era o de fazer “discurso”, mas o de ouvi-los, para levar ao público o que duas figuras importantes do regime militar tinham a dizer. Repórter não pode ser militante. O maior pecado que um jornalista pode cometer é exercer patrulhagem ideológica na hora de entrevistar alguém ou de tratar de um assunto. Quer ser militante ou patrulheiro? Inscreva-se num partido político.

O GLOBO: Quem você gostaria que te entrevistasse?
GENETON: Um dos outros mil pecados capitais de jornalistas é o fato de se julgarem mais importantes do que realmente são. Em geral, a pretensão descabida resulta em cenas risíveis. E seria “pretensioso” eu escalar um entrevistador. Feita esta ressalva, quero dizer que acho uma empulhação esta história de que “jornalista não é notícia”. Já li centenas de matérias interessantes sobre jornalistas. Para aprender, eu leria uma entrevista de duzentas páginas de Elio Gaspari. Por que não? Fiz uma entrevista de vinte horas com Evandro Carlos de Andrade, ex-diretor de jornalismo da TV Globo. Tinha o que contar. Por que não? Devolvo, aqui, a gentileza que meu amigo Pedro Bial me fez, nesta mesmíssima seção, ao dizer que me escolheria como entrevistador e entrevistado.

O GLOBO: E quem ainda falta entrevistar?
GENETON: A lista daria para encher um catálogo telefônico. Mas – de cara – adoraria ter a chance de entrevistar George W. Bush e Fidel Castro. São dois grandes personagens jornalísticos. Sem patrulhagem ideológica, eu teria uma enorme lista de perguntas para fazer a cada um dos dois.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Erros nos jornais

Os erros jornalísticos são cada vez mais comuns de se encontrar nos textos de jornais, revistas e demais meios. Muitos leitores alegam que isso é uma "falta de respeito" com o comprador do jornal. Já as editorias confirmam que é bem complicado escrever os textos, devido a grande pressão que existe dentro do jornal. Justificativa vai, justificativa vem, nada impede que esses erros sejam engraçados e, de certo modo, nos divirtam um pouco. É o caso desses dois exemplos que seguem: um do jornal Metro e outro de A gazeta. Mais dois erros para a nova série "Eu erro, tu erras, ele erra..."



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Quando eu falo...

Andam rolando na internet montagens de como funcionam as principais profissões em diferentes pontos de vista. E não demorou muito para surgir as de jornalista e da produção. Aqui vão as que encontrei...




7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

A sétima edição do congresso anual da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo já tem data para acontecer: será nos dias 12, 13 e 14 de julho de 2012. As inscrições serão abertas em março, e poderão ser feitas pela internet.
Pelo quarto ano consecutivo o evento será uma parceria com a Universidade Anhembi Morumbi. A edição de 2012 do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo acontecerá no campus Vila Olímpia da instituição.
A programação do 7º Congresso da Abraji já está sendo desenhada e incluirá painéis sobre cobertura do crime organizado e corrupção, de eleições, de administração pública, de obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas, entre outros.
Toda a programação estará disponível em breve no site da Abraji. Siga nossa conta no twitter (@Abraji) e acesse nossa página no Facebook para acompanhar as novidades. Os melhores momentos do último Congresso podem ser conferidos no blog elaborado pelos estudantes do projeto Repórter do Futuro, da Oboré.
Os associados à Abraji têm descontos significativos na hora de fazer a inscrição no Congresso. Mais informações sobre as vantagens de ser sócio da Abraji você encontra aqui.
Não deixem de se inscrever. Até amanhã.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dois jornalistas mortos na Síria



Mais uma da lamentável série "Assassinato de jornalista". As vítimas foram Marie Colvin e Rémi Ochlik, de 50 e 28 anos, respectivamente, aumentando para cinco o número de profissionais mortos nesse ano. Os correspondentes foram alvos de artilharia na cidade sitiada de Homs. "Este é o pior conflito que eu já cobri", relatou Marie à rede de TV CNN, ontem, direto da cidade de Homs, na Síria.
Três horas depois, a veterana em coberturas de guerra morreria em um ataque da artilharia síria, ao lado do fotógrafo francês Rémi Ochlik.
Ambos estavam em um centro de imprensa improvisado no bairro de Baba Amr, com outro colegar de profissão que também se feriram, mas sobreviveram. As mortes são, paradoxalmente, uma perda para o jornalismo e uma vitória para a verdade. O regime do ditador Bashar al-Assad não cansa de repetir que não está atacando civis e que não há conflito em curso no país. O ataque revela o contrário: o governo mira também a população.
Rémi Ochlik é fotógrafo e fundador da agência IP3 Press, era, segundo seus companheiros, um profissional de grande talento e um apaixonado por seu ofício. Ochlik ganhou o World Press Proto 2012 por suas fotos na Líbia. Em 2008, havia trabalhado na República Democrática do Congo. No ano passado, ele cobriu a Primavera Árabe e foi testemunha das revoluções na Tunísia, no Egito e na Líbia. Embora jovem, já era veterano em coberturas de risco.
Marie Colvin era uma renomada repórter de guerra do jornal britânico Sunday Times, cujo tapa-olho simbolizava o compromisso com seu ofício: uma marca da cobertura da guerra civil no Sri Lanka, em 2001, que lhe tirou parte da visão. Apaixonada pelo trabalho, era reconhecida pela coragem e persistência. Nascida nos Eua, mas vivendo em Londres, cobriu durante três décadas de carreira alguns dos conflitos mais sangrentos da atualidade.
O site do Sunday Times fez uma série de reportagens em homenagem à Marie, mas só pode ser acessado pelos assinantes. Site, aqui. Já o portal do IP3 Press não se pronunciou sobre o problema. Acesse, aqui. Vale dar um conferida nas excelentes fotos tiradas pelo Rémi.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

3ª morte no jornalismo + Troféu Mulher IMPRENSA

Jornalista é assassinado em Mato Grosso do Sul


O jornalista Paulo Roberto Rodrigues Cardoso, 51 anos, foi assassinado no início da madrugada de ontem em Ponta Porã, na divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
Dois homens não identificados dispararam 12 tiros com armas de calibre 9 milímetros contra a vítima e fugiram em uma motocicleta.
Atingido pelo menos com cinco tiros, o repórter ainda foi levado para o hospital mas acabou por não resistir aos ferimentos.
Para o delegado de polícia Clemir Vieira Júnior, a morte de Paulo Rocaro parece tratar-se de um crime encomendado: “Não descartamos nenhuma hipótese, mas as características são de crime de ‘pistolagem’. Os motociclistas chegaram atirando e fugiram sem levar nada”, disse o delegado à Agência Brasil.
A polícia tenta agora recolher informações que possam conduzir à identificação dos responsáveis.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas da região de Grande Dourados, Karine Segatto, declarou não ter dúvidas de crime encomendado, embora desconheça a motivação. "Não havia razão para alguém querer vingar-se dele por causa de matérias publicadas. Até onde sabemos, ele jamais foi ameaçado de morte. Como estamos numa região de fronteira, onde há muitos interesses em jogo, chegamos a cogitar que o real objectivo [de quem planeou o atentado] seja mandar um recado a alguém", disse a responsável, citada pela Agência Brasil.
Paulo Rocaro era o fundador do site Mercosulnews e editor-chefe do “Jornal da Praça”, onde trabalhava há quase 30 anos. Entre os accionistas deste jornal contava-se o empresário Fahd Jamil, condenado à revelia, em 2005, a 20 anos de prisão por tráfico internacional de drogas. Está a monte desde então.
Este é o segundo assassinato de um jornalista brasileiro no espaço de uma semana. O repórter Mário Lopes, de 50 anos, que dirigia o site “Vassouras na net” foi assassinado na semana passada no estado do Rio de Janeiro.

Troféu Mulher IMPRENSA divulga as vencedoras da 8ª edição

A oitava edição do "Troféu Mulher Imprensa" - idealizado pelo portal e revista IMPRENSA, em parceria com a Maxpress – divulga suas vencedoras.
Do dia 09/01 até 10/02, os internautas do Portal IMPRENSA puderam escolher suas favoritas nas 14 categorias da premiação, que visam contemplar o trabalho da mulher nas redações brasileiras em suas mais diferentes variações.

As finalistas foram apontadas por meio da indicação espontânea de um júri técnico, composto por profissionais de mercado. Coube a este júri apontar profissionais que tiveram atuação de destaque em sua área de atuação no ano de 2011.
A oitava edição comemora um recorde absoluto no número de votos: foram contabilizados mais de 198 mil, batendo largamente os números do ano passado, em que o Troféu Mulher IMPRENSA registrou mais de 85 mil votos.
Em breve, conheça a homenageada do ano com o Troféu Mulher IMPRENSA de Contribuição ao Jornalismo. A condecoração já foi conferida a Alice Maria, Marília Gabriela e Leda Nagle.
Veja abaixo as vencedoras da 8ª edição do “Troféu Mulher IMPRENSA”, que serão homenageadas com matéria especial na edição de março de IMPRENSA, e receberão troféu comemorativo, em evento a ser realizado também no mês de março, em São Paulo (SP).

1. Âncora de Telejornal
1º - Fátima Bernardes (Jornal Nacional - TV Globo): 26,03 %
2º - Ana Paula Padrão (Jornal da Record - Rede Record): 22,12 %3º - Ticiana Villas Boas (Jornal da Band - Band): 21,51 %4º - Renata Vasconcellos (Bom Dia Brasil - TV Globo): 20,60 %5º - Ana Paula Araújo (RJTV – TV Globo): 9,73 %
2 - Repórter de Telejornal
1º - Monalisa Perrone (TV Globo): 24,89 %
2º - Adriana Araújo (Rede Record): 24,31 %3º - Sandra Passarinho (TV Globo): 23,54 %4º - Lília Teles (TV Globo): 17,02 %5º - Bette Lucchese (TV Globo): 10,23 %

3 - Comentarista / Colunista de TV
1º - Miriam Leitão (TV Globo): 36,08 %
2º - Maria Beltrão (Globo News): 27,14 %3º - Denise Campos de Toledo (SBT): 18,06 %4º - Cristiana Lôbo (Globo News): 13,75 %5º - Lúcia Guimarães (GNT): 4,98 %

4 - Repórter de Jornal
1º - Vera Araújo (O Globo): 26,65 %
2º - Catia Seabra (Folha de S.Paulo): 20,26 %3º - Patrícia Campos Mello (Folha de S.Paulo): 17,45 %4º - Heloísa Magalhães (Valor Econômico): 13,16 %5º - Talita Moreira (Valor Econômico): 11,44 %6º - Andreza Matais (Folha de S.Paulo): 11,03 %

5 - Repórter de Revista
1º - Daniela Pinheiro (Piauí): 31,89 %
2º - Ana Luiza Daltro (Veja): 27,77 %3º - Ana Aranha (Época): 23,82 %4º - Roberta Paduan (Exame): 16,52 %
6 - Colunista de Jornalismo Impresso
1º - Miriam Leitão (O Globo): 34,66 %
2º - Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo): 20,13 %3º - Dora Kramer (Estado de S. Paulo): 16,84 %4º - Eliane Cantanhêde (Folha de S.Paulo): 12,12 %5º - Renata Lo Prete (Folha de S.Paulo): 8,31 %6º - Sonia Racy (O Estado de S. Paulo): 7,94 %
7. Repórter Fotográfica de Jornal ou Revista
1º - Adriana Zehbrauskas (fotógrafa freelancer): 35,00 %
2º - Márcia Folleto (O Globo): 31,60 %3º - Marlene Bergamo (Folhapress): 16,99 %4º - Adriana Franciosi (Zero Hora): 16,40 %

8. Âncora de rádio
1º - Tatiana Vasconcellos (BandNews FM): 40,20 %
2º - Cristina Coghi (CBN): 23,53 %3º - Fabíola Cidral (CBN): 15,87 %4º - Sara Bodowsky (Rádio Gaúcha): 10,54 %5º - Patricia Palumbo (Rádio Eldorado): 9,86 %

9. Repórter de Rádio
1º - Michelle Trombelli (BandNews FM): 25,27 %
2º - Cássia Godoy (BandNews FM): 23,84 %3º - Roseann Kennedy (CBN): 20,68 %4º - Petria Chaves (CBN): 16,82 %5º - Silvana Maciel (Rádio Globo / RJ): 13,39 %

10. Comentarista / Colunista de Rádio
1º - Mara Luquet (CBN): 29,64 %
2º - Roseann Kennedy (CBN): 23,51 %3º - Viviane Mosé (CBN): 17,43 %4º - Paulina Chamorro (Rádio Eldorado): 16,72 %5º - Rosane de Oliveira (Rádio Gaúcha): 12,69 %

11. Repórter de Site de Notícias
1º - Elvira Lobato (Folha.com): 38,32 %
2º - Marina Amaral (Pública): 14,19 %3º - Giovana Sanchez (G1): 13,35 %4º - Sonia Racy (Estadão): 12,69 %5º - Lilian Ferreira (UOL): 11,70 %6º - Claudia Tozetto (iG): 9,76 %

12. Jornalista de Mídias Sociais
1º - Maria Inês Dolci (Folha.com): 77,96 %
2º - Eliane Brum (blog Nossa Sociedade / Época): 11,75 %3º - Rosana Hermann (Blog Querido Leitor / R7): 4,17 %4º - Sophia Camargo (R7): 3,48 %5º - Vany Laubé (blog Mosaico Social): 2,65 %
13. Assessora de Imprensa
1º - Eliane Santos (SEBRAE-SP): 41,59 %
2º - Malu Weber (Grupo Votorantim): 22,28 %3º - Thais Szpigel (In Press Porter Novelli): 17,19 %4º - Christina Velho (ANDI): 11,36 %5º - Patricia Capuchinho (Grupo Newcomm): 7,58 %

14. Diretora de Redação
1º - Cristina Piasentini (TV Globo): 27,64 %
2º - Mariza Tavares (Rádio CBN): 22,84 %3º - Vera Brandimarte (Valor Econômico): 18,01 %4º - Mônica Serino (Marie Claire): 16,72 %5º - Filomena Salemme (Rádio Estadão/ESPN): 14,79 %


Veja o site oficial do Troféu Mulher IMPRENSA, aqui.
Até a próxima, abraço.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

World Press Photo



Foram divulgados ontem os vencedores da 55ª edição do World Press Photo, o principal concurso de fotojornalismo do planeta. E foi do espanhol Samuel Aranda a foto do ano, feita para o The New York Times, com o registro de uma mulher segurando um parente ferido durante manifestações contra o então presidente Ali Abdullah Saleh, no Iêmen, em outubro de 2011.
Foram premiados 57 fotógrafos de 24 nacionalidades em nove categorias, de um total de 5,2 mil profissionais que inscreveram 101,2 mil imagens.
World Press Photo é uma organização independente sem fins lucrativos fundada em 1955 em Amsterdã. É conhecida por realizar anualmente a maior e mais prestigiada distinção de fotojornalismo do mundo. Depois da cerimônia, os retratos vencedores são reunidos em uma exposição itinerante visitada por milhões de pessoas ao redor de 40 países. A cada ano, um livro com todos os registros premiados é publicado em seis idiomas diferentes.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Globo News lança novo programa em julho

Depois de tanto tempo fora, o blog volta com uma notícia maravilhosa: no segundo semestre de 2012, o canal de notícias da Globo irá lançar um programa que abordará a vida e o trabalho de enviados internacionais de diferentes veículos no Brasil. Intitulado de "Clube dos correspondentes", o programa ainda passa por uma fase de estudo, mas sua produção está encaminhada. "Não temos nada fechado. É um projeto que está em fase de estudos, encaminhado", informou o canal, por meio da Central Globo de Comunicação.
Os quatro episódios serão apresentados, segundo o canal, pela jornalista Leila Sterenberg, que apresenta regularmente o "Em Cima da Hora, "Conta Corrente" e Jornal das Dez". O novo programa entrará na grade de programação no período de férias do programa "Manhattan Connection".

ERRO MEU
No dia 6 de janeiro, postei aqui no blog informações sobre o novo programa da Fátima Bernardes. Pois, dias atrás, após criar sua própria conta no microblog Twitter (@fbbreal), a ex-apresentadora deixou bem claro que todas as informações que estavam sendo divulgadas sobre seu futuro programa eram falsas. Mas não negou que está trabalhando muito no novo projeto.


Gente, por hoje é só. Beijos para todos e até a próxima.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

16 dicas imperdíveis

Nos próximos 16 dias, o blog entrará em recesso. Tudo isso porque vou tirar uns dias de férias com minha família na praia de Torres. Afinal, todos merecemos descanso desse calor que não dá trégua. Mas, como eu nunca me esqueço de vocês, vou deixar 16 dicas imperdíveis para os próximos 16 dias que estarei fora de órbita. Achei que seria uma forma simples e eficiente de cobrir minha falta nesses muitos dias que estão por vir.

Livros:
#1 BAR BODEGA: Livro-reportagem que imprime ritmo cinematográfico a uma rigorosa pesquisa jornalística, "Bar Bodega" reconstitui um célebre crime cuja barbaridade contra dois jovens, mortos em São Paulo durante um assalto, se compara ao terror policial e jurídico que caracterizou as investigações. Carlos Dorneles, repórter da TV Globo, mostra como uma população acuada pela violência e jornalistas hipnotizados pelo desejo de vingança da classe média levam à delação sob tortura, à tolerância da violação dos direitos civis de criminosos e à execração pública nas páginas da imprensa.
Veja mais detalhes do caso e também do livro no texto publicado pela editora do Observatório da Imprensa, aqui.
O livro está disponível nas principais livrarias de Porto Alegre e com o preço de R$26.

#2 DICAS DE #TELEJORNALISMO: Flávio Fachel era correspondente de Nova York para a Globo (agora ele voltou ao Rio de Janeiro). Mas sua vida de twiteiro sempre foi ativa e não deve haver mudanças. Não é de surpreender quando ele coloca dicas de telejornalismo para seus seguidores. Então ele resolveu reunir todas elas em um único livro e vender por conta própria, ou seja, o livro de Flávio não será encontrado em nenhuma livraria. Você pode comprar o livro Dicas de #telejornalismo acessando o link e ele virá de São Paulo em poucos dias. Já li o livro e recomendo para os estudantes de jornalismo.

#3 GUERRAS E TORMENTAS: 'Guerras e Tormentas' relata os bastidores de momentos que marcaram a história desta primeira década do século XXI. Como enviado especial, o autor testemunhou eventos como a catástrofe do furacão Katrina, que inundou em 2005 a cidade de New Orleans, no sul dos Estados Unidos, o terremoto no Haiti, que sepultou 200 mil pessoas no país mais pobre das América, e duas guerras, no Líbano, em 2006, e na Líbia, em 2011. A obra procura ir além do relato jornalístico. Lopes busca detalhar o dia a dia do correspondente em situações limite, quando, mais do que escrever reportagens e enviar boletins para o Brasil, a cobertura torna-se uma luta constante pela própria sobrevivência.
Já li esse livro e recomendo a todos, não somente para os estudantes de jornalismo. Rodrigo deixa bem claro todos os perrengues que os jornalistas devem passar para ter algum espeço entre as páginas de um jornal. Vale a pena! O livro está disponível nas principais livrarias de Porto Alegre e custo R$42.

#4 JN NO AR: A bordo de um avião, e sob a liderança de Ernesto Paglia, um grupo de oito profissionais percorreu, em quarenta dias, o país do Oiapoque ao Chuí mapeando os desejos, as queixas e projetos dos brasileiros. O formato da cobertura aliou o critério de visitas surpresa (cidades escolhidas por sorterio) com os meios de informação, facultando aos telespectadores intervir, através do blog e do site do JN no Ar, sugerindo temas ou levando a equipe a mudanças de planos.
Nas livrarias de Porto Alegre vocês encontra o livro com um preço por volta dos R$50.

Cinema
#5 AS AVENTURAS DE AGAMENON - O REPÓRTER: O falso documentário “As Aventuras de Agamenon, o Repórter” é a primeira produção nacional que chega aos cinemas este ano. O longa, que tem Hubert e Marcelo Madureira (ex “Casseta & Planeta”) como roteiristas e também no elenco, aborda a vida do fictício e lendário jornalista Agamenon Mendes Pedreira, interpretado pelo comediante Marcelo Adnet na juventude e Hubert na maturidade. De acordo com a trama, o jornalista esteve presente em diversos momentos históricos do século 20. Entre suas façanhas está o fato de ter sobrevivido ao naufrágio do Titanic e ter mantido um caso com Eva Braun (Guilhermina Guinle), o grande amor de Hitler. Entre os altos e baixos de sua incrível carreira, entrevistando figuras ilustres (Gandhi, Albert Einstein e Freud), o repórter Pedro Bial (interpretando ele mesmo) o encontra em um momento histórico: a derrubada do Muro de Berlim, na Alemanha. De volta ao Brasil, e já no jornal O Globo, Agamenon segue sua vidinha morando no Dodge Dart 73, estacionado na porta do jornal e habitado pela patroa Isaura (Luana Piovani). Mas nem tudo são flores. Após uma viagem de Agamenon, a vida do casal sofre um forte abalo.
O filme está sendo projetado nas principais salas de cinema de Porto Alegre: Cineflix Total 3, Cinemark Barra Shopping, Cinemark Ipiranga 6, GNC Iguatemi 1 e Unibanco Arteplex 3. A cotação do filme é de somente uma estrela. O trailer está disponível aqui.

Palestras
#6 ESPM: A ESPM-Sul promove palestras sobre marketing, comunicação, ciência do consumo, gestão de projetos e moda. As atividades ocorrem entre quinta e o dia 26, às 19h30min, na sede da entidade em Porto Alegre (Rua Guilherme Shell, 268) Informações no site.

Dvd
#7 REPÓRTERES DE GUERRA: Baseado no livro The Bang Bang Club escrito por Marinovich e o brasileiro João Silva, esta é uma história real de um grupo de jovens repórteres de guerra - Greg Marinovich, João Silva, Kevin Carter e Ken Oosterbroek – unidos pela amizade e pelo senso com o propósito de contar a verdade. Eles arriscam as suas vidas para contar ao mundo toda a violência e brutalidade nas primeiras eleições livres na África do Sul após o fim do regime de Apartheid South Africa. Este período intenso da política mundial tornou-se o maior de seus trabalhos (dois deles receberam o Pulitzer), mas o preço que eles pagaram foi muito alto.
O filme está disponível nas principais video-locadoras de Porto Alegre o trailes está disponível aqui.

Revistas
#8 IMPRENSA: A revista Imprensa é ótima para quem gosta de saber de tudo que acontece no mundo jornalístico. Lá encontramos de tudo, desde notícias até reportagens importantes do meio. Além da revista em espécie, também podemos ler a versão imprensa no site.

#9 PIAUÍ: A piauí é uma revista mensal, idealizada pelo documentarista João Moreira Salles. Está afiliada ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) e à ANER, sendo editada pela Editora Alvinegra, impressa pela Editora Abril e distribuída pela Dinap, do Grupo Abril. Diferentemente das revistas convencionais do mercado editorial brasileiro, a piauí pratica jornalismo literário. João Moreira Salles nunca ressaltou publicamente a escolha deste gênero, pois acredita que se trata de "um nome pomposo, que quer se aproximar da eternidade da literatura". Para ele, "o que a piauí faz é contar bem uma história". Além de pautas pouco convencionais, o tratamento dado às reportagens geralmente assemelha-se ao de uma narrativa ficcional.
A revista está disponível nas livrarias e bancas de revista com o preço de R$12.

Textos
#10 Observatório da Imprensa: O website do Observatório da Imprensa foi lançado em abril de 1996, tendo Alberto Dines como seu editor. Foi uma iniciativa do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) e um projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas. É financiado atualmente pela Fundação Ford. Lá você encontra textos sobre todos os assuntos, além do jornalismo. O site está disponível aqui.

Televisão
#11 Observatório da Imprensa na TV: O nosso querido OI também possui um programa de televisão. São inúmeros assuntos pautados, não somente jornalismo. O horário de transmissão é, normalmente, das 22h40m. Porto Alegre tem sua transmissão no canal 25 da net e sky, o canal Cultura. Vocês pode ver o programa na íntegra acessando aqui.

#12 Sensacionalista: O Brasil é um dos países que mais assiste televisão no mundo. Temos diversos canais e programas disponíveis de todos os tipos. Mas os que mais fazem sucesso entre os brasileiros são as novelas e os programas de humor. O canal Multishow é um dos canais por assinatura que mais investe emprogramas de humor, e a pouco tempo investiu em mais um programa de humor que está fazendo o maior sucesso entre os telespectadores. O programa que está fazendo sucesso atualmente tem o nome de “Jornal Sensacionalista” e foi estreado a pouco tempo, em abril de 2011 e já conquistou milhares de pessoas.O Jornal Sensacionalista mesmo antes de ir ao ar fez o maior sucesso no Brasil. A matéria sobre a famosa Angela Bismarchi que dizia que ela implantou o terceiro seio, chegou a ser um dos temas mais comentados no Twitter. O programa consiste em um jornal isento de verdade, ou seja, todas as matérias são elaboradas para divertir os telespectadores não sendo nenhum pouco verdadeiro. O jornal Sensacionalista tem como apresentadores um casal de âncorasque passam as principais notícias, além dos repórteres pelas ruas e correspondentes. Toda a estrutura do programa é igual a de um telejornal comum, porém o que muda são as notícias que são completamente diferentes, isentas de verdade e com muito humor. O programa vai ao ar na Terça-feira às 03:30, Quarta-feira às 07:30, Quinta-Feira às15:00, Sexta-feira às 09:00 e Domingo à 13:30. Para assistir os episódios, acesse aqui. E veja as notícias principais do jornal no site, aqui.

Youtube
#13 Geneton Moraes Neto: Não é de hoje que falo de Geneton aqui no blog. Não existe entrevistador melhor que ele. E você não pode deixar de ver as entrevistas que estão disponível no Youtube. Deixo o link, aqui.

#14 Erros jornalísticos caem na "net": Fazer televisão ao vivo é sempre um risco. Essa situação ficou ainda pior com o YouTube, já que os erros vão parar rapidamente na Internet e, dependendo do nível da mancada, ainda correm o risco de virar um hit. Além disso, sempre são feitas compilações de vídeos, como podemos ver abaixo no Best Local News Bloopers of 2011, que pode ser traduzido como “Os melhores erros dos jornais locais de 2011”.Embora seja todo em inglês, os que não tiverem domínio do idioma poderão se divertir sem grandes problemas, já que a maioria das piadas é visual. Best Local News Bloopers of 2011foi colocado no ar no dia 29 de dezembro e já conta com mais de 690 mil visualizações, se tornando um verdadeiro sucesso entre os internautas do mundo todo.
O vídeo está disponível aqui

Internet
#15 Guia do estudante: Ainda em dúvida se escolheu certo o jornalismo? Então não deixe de ler o especial que o Guia do estudante fez sobre a profissão. Ali podemos ter todas as informações referentes. O site está disponível aqui.

#16 A última dica que deixo para vocês é a leitura de um texto do site Observatório da Imprensa, que já se encontra nessa lista. Deixo o texto como última dica porque trata de um assunto que interessa a todos os estudantes de jornalismo: o que seria um jornalismo bom de verdade. O texto "Estudo busca definição de jornalismo de qualidade" está disponível aqui.


Espero que tenham gostado de todas as minhas dicas e aproveitem todas. Um abraço para todos e até qualquer dia. Fui!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Duas mortes no jornalismo

Gilles Jacquier e Christopher Guarin, respectivamente.

Depois de um ano sangrento para a imprensa mundial, o primeiro mês de 2012 já registrou duas mortes de jornalista, um no front e outro quando voltava para sua residência com mulher e filhos.

Jornalista francês morre em ataque na Síria
Repórter especial do France 2, Gilles Jacquier morreu na Síria quando fazia a cobertura das manifestações que por lá ocorriam. Segundo um fotógrafo da France Presse que estava próximo, um obus (uma peça de artilharia, parecido com um canhão) caiu sobre um grupo de jornalistas que fazia uma reportagem na cidade, e de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo com sede em Londres, outro jornalista teria ficado ferido.
Homs é foco das manifestações contra o regime do presidente Bashar al Assad, mas o incidente teria ocorrido durante uma manifestação favorável ao governo. Segundo a ONU, desde o início da revolta popular, em março de 2011, mais de 5 mil pessoas morreram, sendo Jacquier o primeiro jornalista ocidental.
Jacquier era repórter especial do France 2 desde 1999. Fez coberturas no Iraque, no Afeganistão, no Kosovo e em Israel. Realizou inúmeras reportagens para o programa "Enviado Especial". Começou a carreira no canal France 3, na redação regional de Lille, no norte da França, em 1991.
Ele ganhou, em 2003, o prêmio Albert Londres por uma reportagem feita durante a segunda Intifada, a revolta palestina, e sobre a operação Muralha, comandada pelo exército israelense, em abril de 2002.

EUA lamentam a morte de jornalista francês na Síria
Na última quarta-feira (11), os Estados Unidos lamentaram a morte do jornalista francês Gilles Jacquier. "Lamentamos esta morte", disse aos jornalistas Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado. Victoria também denunciou a incapacidade do regime sírio de oferecer "um ambiente favorável" para o trabalho dos jornalistas.


Últimas imagens do jornalista
No blog do Rodrigo Lopes podemos ver as últimas imagens do jornalista, morto ontem. Os ataques pegaram os profissionais que estavam na área de surpresa. Veja as fortes imagens, aqui.

Você pode ficar sabendo de mais detalhes da vida do jornalista no texto publicado no site Observatório da Imprensa, disponível aqui.

OUTRO CASO
Jornalista morre a tiros

No último dia 5, o jornalista filipino Christopher Guarin foi morto a tiros, quando voltava para casa em companhia da esposa e filhos. Guarin era apresentador da rede Rádio Mindanao e editor do jornalTatak News Nationwide.
"É crucial que este ato não permaneça impune, já que constitui uma violação do direito fundamental à liberdade de expressão", afirmou Irina Bokova, diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco.
Irina pediu publicamente que as autoridades se empenhassem na investigação deste crime. No ano passado, outros quatro jornalistas perderam a vida de maneira violenta nas Filipinas. As informações são do site Prensa Latina.


Créditos:
Textos: Site Portal Imprensa.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Jornais americanos demitiram mais de 3 mil jornalistas em 2011

A crise dos impressos nos Estados Unidos segue contabilizando vítimas. Em 2011, os jornais registraram mais de 3.770 demissões. De acordo com o site Paper Cuts, só nas últimas semanas de dezembro, 50 postos de trabalho foram eliminados do The Virginian Pilot e outros quatro no Peoria Journal Star.
Outra situação preocupante é a dos 16 repórteres regionais do The New York Times que trabalham nas sucursais de Alabama, Califórnia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Flórida que ainda não sabem seu destino já que o jornal negocia a venda dessas unidades.
Em 2011, as receitas publicitárias dos jornais americanos ficaram próximas de US$24 bilhões, mais de US$49 bi a menos do que em 2005. De acordo com relatório do Nieman Journalism Lab, as redações estão projetando novas perdas de receitas em 2012. "E apesar de algumas tendências positivas em publicidade digital e 'inovação dos tablets', o presente é uma batalha interminável e o futuro próximo, uma incógnita", diz trecho do documento.
A situação dos jornais impressos no país não se estabiliza desde 2008. Nessa época, em dois meses foram registradas cerca de 500 demissões em cinco grandes jornais. As empresas alegaram que os cortes ocorreram após uma queda de receita de 7%. Só o The New York Times demitiu 100 profissionais entre repórteres, editores, correspondentes e fotógrafos, uma redução aproximada de 8% em seu quadro total de colaboradores. No mesmo período, jornais como Tribune, Chicago Tribune, Los Angeles Times, Boston Globe e Telegram & Gazette também demitiram.


Receitas de jornais norte-americanos apresentam queda em 2011
Mesmo com estimativas positivas, os jornais norte-americanos enfrentam uma nova queda nas vendas de anúncios em 2011. Estipula-se que as receitas publicitárias dos jornais fiquem em torno de 24 bilhões de dólares este ano, mais de 49 bilhões a menos do que em 2005. As informações são do Knight Center for Journalism in the Americas.
De acordo com o Nieman Journalism Lab, as redações estão projetando novas perdas de receitas em 2012. "E apesar de algumas tendências positivas em publicidade digital e 'inovação dos tablets', o presente é uma batalha interminável - o futuro próximo, pelo menos, parece tão ruim ou pior do que hoje", escreveu o profissional Ken Doctor.
Em uma pesquisa com executivos de mídias impressas dos Estados Unidos e Canadá, "as receitas com anúncios estão pior do que o esperado neste ano", afirmaram os representantes das empresas.

Créditos: Site Portal Imprensa.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Primeiro Conselho de Comunicação do país

Como já era previsto, foi aberto hoje o primeir Conselho de Comunicação Social do estado da Bahia. Em solenidade realizada nesta terça-feira (10) no auditório do Ministério Público da Bahia, o governador Jaques Wagner deu posse a 27 conselheiros e seus respectivos suplentes, representantes do governo, setor empresarial e movimentos populares.

Em seu discurso, o chefe do executivo baiano salientou o fato do pioneirismo do Conselho, o primeiro do gênero instalado no país e a sua expectativa de que o mesmo venha implementar ações que ampliem o alcance das políticas públicas de comunicação.
Já o secretário de Comunicação Social do Estado da Bahia, Robison Almeida, destacou a composição do Conselho, por representantes com pontos de vista e interesses as vezes antagônicos, mas com um mesmo propósito de democratizar a comunicação. O secretário disse que entre as primeiras medidas para debate “estão as ações de fortalecimento do mercado regional de comunicação e também ampliarmos a discussão sobre a presença da informação em todo o estado da Bahia com o fortalecimento dos veículos regionais, comunitários, alternativos e a mídia digital”.
O objetivo é que as informações produzidas em cada cidade tenham a força de chegar ao seu público direto e específico no interior do estado.


Créditos: Site Portal Imprensa.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Novo programa de Fátima Bernardes

Com estreia prevista para abril, o programa de Fátima Bernardes terá jornalismo, humor, amor e sexo. Os detalhes ainda não foram decididos, mas é certo que o programa será ao vivo.
Segundo informações do UOL, a ideia é que o programa seja exibido de manhã, logo após o "Bem Estar", e que tenha o jornalismo como fio condutor para os outros assuntos. Nomes como Ingrid Guimarães e dra. Carmita, do “Amor & Sexo”, estão sendo listados para as apresentações das colunas, que serão fixas.

Boni afirma que Fátima Bernardes pode fazer bem à programação matinal da Globo.
O ex-diretor da Rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, afirmou que o novo programa de Fátima Bernardes pode ser "benéfico" à programação matinal da emissora. Segundo ele, "mais importante que a entrada de Patrícia Poeta na bancada do 'Jornal Nacional' será o projeto de Fátima". As informações são do Terra Magazine.
"O que interessa é o que Fátima vai fazer, porque a Globo está muito mal pela manhã, precisando de um projeto novo. Se o que Fátima fizer for bom, significa que ela fez um bom negócio. Mas se for ruim, ela não fez", disse Boni.
Quanto à entrada de Patrícia Poeta, Boni, que acaba de lançar "O livro do Boni", afirmou que a escolha aconteceu naturalmente. "Acho normal fazer uma substituição como essa no 'Jornal Nacional'. A Globo tem uma meia dúzia de mulheres que poderiam ter entrado no lugar de Fátima. A própria Patrícia Poeta é uma delas, mas também gosto muito da Renata Vasconcellos".

Vídeos
  • Para quem não viu, segue o vídeo de despedida da Fátima Bernandes do Jornal Nacional, aqui.
  • A reportagem especial, feita pela própria Fátima, sobre a despedida oficial com a presença de toda a imprensa, aqui.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os erros jornalísticos

Eles estão na televisão, nos jornais e no rádio. São eles, os erros. Já que eles são praticamente inevitáveis na vida do jornalista, resolvi listar aqui os mais engraçados. Todos servem, além de divertir, para nos ensinar que não estamos imunes, todos nós, estudantes ou jornalistas já formados.









Créditos: Blog "Que jornalismo é esse?"

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Transferência de assinatura para o Litoral

Com a chegada do verão, muitas famílias rumam ao Litoral para curtir a estação mais quente do ano. Mesmo assim, muitas delas não abrem mão de estar bem informadas com os jornais de sua preferência que mantém assinatura aqui por Porto Alegre. Pensando nisso é que muitos jornais aderiram à tranferência da assinatura para todas as nossas praias do Rio Grande do Sul. Listo aqui os principais jornais e se eles possuem transferência ou não para o Litoral:

Correio do povo
Nomeado de "Veraneio", o jornal conta com o serviço de transferência de assinatura. Bem rápido e fácil, a mudança de destino do jornal pode ser feito pela internet, apenas com o e-mail e a senha do assinante. O link para a página de transferência está aqui.

Diário Gaúcho
O jornal popular de maior tiragem de Porto Alegre não conta nem com assinatura. O segredo de seu sucesso é ser vendido pelas ruas com os ambulantes e pelos demais estabelecimentos.

Jornal do Comércio
O informativo de economia e negócios possui transferência para o Litoral, que pode ser feita pelo site, no link "Endereço de entrega", disponível aqui. O JC também conta com alguns estabelecimentos que o distribui de graça, com cobertura no Litoral. Os locais ainda não estão disponíveis no site do jornal.

O Sul
Mesmo com o serviço de assinatura, o jornal não possui transferência para o Litoral e nem pontos de distribuição gratuita. Restando a compra em estabelecimentos autorizados.

Zero Hora
Referência entre os gaúchos, Zero Hora possui tranferência para qualquer praia. Assim como os outros, a transferência pode ser feita pela internet. É só acessar o Portal do Assinante (o link está aqui) e escolher entre as mais de 160 praias do Litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de cidades na Serra gaúcha e no interior. Ou, se preferir, ligue para (51) 3218.8200 (de Porto Alegre, Grande Porto Alegre e celular) ou 0800.642.8200 (de outras localidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

Agora é só transferir sua assinatura com alguns cliques e curtir esse recém-chegado veraneio de 2012 na sua praia preferida. Até amanhã.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Retrospectiva dos vídeos sobre jornalismo

Com toda essa onda de retrospectivas que passam na televisão nos principais canais, o JORNALISMO EM PAUTA não poderia ficar de fora. Deixo aqui uma lista com os cinco melhores vídeos sobre jornalismo.

O JORNALISMO CÔMICO:
5º lugar: Em Curitiba, no Paraná, a repórter interrompe ao vivo a reportagem sobre os quitutes juninos em uma feira para fazer algo que surpreendeu a todos. Veja o vídeo clicando nesse link.

4º lugar: O assunto é Rugby. A repórter pergunta para um menino se ele vai jogar quando crescer e tem a infeliz ideia de perguntar, na sequência, o que ele vai fazer. A resposta do menino é bem simples. Veja o vídeo clicando nesse link.

3º lugar: Mais uma noite que Fátima Bernardes e William Bonner entram no ar e tudo parece normal. Até Fátima Bernardes errar sua fala e William Bonner ter a reação mais inusitada. Veja o vídeo clicando nesse link.

2º lugar: Até mesmo os apresentadores estrangeiros não estão imunes a pequenos incidentes. Foi o que aconteceu com essa jornalista enquanto passava sua manchete. Veja o vídeo clicando nesse link.

1º lugar: O âncora resolve fazer algo bem diferente para o momento, quando percebe que as câmeras já estão ligadas para ele. Veja o vídeo clicando nesse link.

NEM SEMPRE DÁ CERTO:
5º lugar: No Paraná, uma repórter conseguia boas matérias. Até a polícia descobrir de onde elas vinham. Veja o vídeo clicando nesse link.

4º lugar: O repórter Toninho Negreiro está na floresta atrás de uma cobra. Até que ele descobre que ela está perto demais. Veja o vídeo clicando nesse link.

3º lugar: Quando a repórter da Record tenta interromper a link da Globo no improviso, ela acaba mostrando exatamente o que não deve se fazer. Veja o vídeo clicando nesse link.

2º lugar: Numa entrevista coletiva com o até então presidente Lula, o jornalista pensa que será fácil fazer uma pergunta que o deixe em uma "saia justa". Veja o vídeo clicando nesse link.

1º lugar: A jornalista quer mostrar que entende de moda julgando a roupa entrevista, que por sua vez não, deixa barato. Veja o vídeo clicando nesse link.

SHOW DE PROFISSIONALISMO:
5º lugar: Raquel Sherazade resolve falar tudo que viu sobre o carnaval em uma cobertura jornalística e deu o que falar. Veja o vídeo clicando nesse link.

4º lugar: O jornalista Alexandre Garcia resolve falar tudo o que sabe sobre o Brasil e seu governo. Veja o vídeo clicando nesse link.

3º lugar: Salete Lemos conheceu a falta de liberdade de imprensa ao falar o que sabe sobre os bancos. A gravação rendeu uma bela demissão. Veja o vídeo clicando nesse link.

2º lugar: Ricando Boechat, da Band News, deixa bem clara sua opinião sobre ACM Neto e sua família. Veja o vídeo clicando nesse link.

1º lugar: Cansado de tanta censura, o jornalista Paulo Beringhs desabafa ao vivo tudo o que pensa sobre o assunto. Veja o vídeo clicando nesse link.

Espero que todos gostem dessa seleção de vídeos que fiz. Desejo a todos um FELIZ ANO NOVO! Que tenhamos mais ética, liberdade de imprensa, menos mortes de profissionais e, acima de tudo, um jornalismo sério e de compromisso com a verdade para o povo brasileiro. Esses são os meus votos, e tenho certeza que também dos milhares de outros jornalistas, formados ou não, ao redor do mundo. BOAS FESTAS!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CPJ divulga lista de jornalistas mortos em 2011

O Comitê de Proteção de Jornalistas divulgou a lista de profissionais mortos nos últimos doze meses de 2011. Pelo menos 43 jornalistas foram mortos em todo o mundo por ligação direta com seu trabalho. O Paquistão é, pelo segundo anos consecutivo, o país com maior número de jornalistas mortos - são sete no total. Iraque e Líbia contabilizam cinco mortes; e o México teve três. Em 2010, foram listados 44 jornalistas mortos em incidentes relacionados ao trabalho.
A pesquisa de 2011 encontrou mudanças significativas nas causas das mortes: o número de assassinatos diminuiu, enquanto o de mortes durantes coberturas em regiões e situações perigosas atingiu o maior nível já registrado. A taxa de mortes de fotojornalistas e cinegrafistas foi duas vezes maior que a média histórica. 16 jornalistas morreram em missões consideradas perigosas, muitos enquanto cobriam confrontos entre manifestantes e policiais nos protestos contra ditadores do mundo árabe, que tiveram início em dezembro de 2010. Foram registrados 19 assassinatos – o menor número desde 2002. Normalmente, assassinatos encomendados são responsáveis por quase três quartos das mortes de jornalistas, mas este ano corresponderam a menos da metade do total. O CPJ chama a atenção para crimes deste tipo em países como Rússia e Filipinas, que têm longo histórico de violência contra a imprensa. Oito morreram em situações de combate, grande parte durante a revolução líbia. Oito jornalistas online foram mortos por ligação com seu trabalho. No Brasil, a CPJ contabilizou apenas duas mortes.

Alguns nomes importantes (Suas respectivas fotos podem ser vista no topo da postagem, seguindo os números indicados)

Ahmad Mohamed Mahmoud (1)
O fotógrafo egípcio foi morto quando registrava um protesto no Cairo, e o cinegrafista do Iêmen Hassan al-Wadhaf, quando cobria manifestações anti-governo na capital Sana. “Jornalistas que trabalham neste ambiente não correm menos perigo do que correspondentes de guerra em conflitos armados”, resume o jornalista Ahmed Tarek, da agência de notícias egípcia Middle East News Agency, que foi atacado por policiais quando cobria protestos na cidade de Alexandria.

Chris Hondros (2) e Tim Hetherington (3)
Os fotojornalistas, vítimas de um morteiro na cidade de Misrata, e o cinegrafista da al-Jazira Ali Hassan, atingido por tiros perto de Benghazi por soldados leais a Muammar Qaddafi. Fotógrafos e cinegrafistas representam cerca de 40% do total das mortes deste ano.

Maria Elizabeth Macías Castro (4)
A mexicana, decapitada na cidade de Nuevo Laredo. Junto a seu corpo, os assassinos deixaram um bilhete anunciando que ela havia sido morta por sua atuação nas mídias sociais.

Mohammed al-Nabbous (5)
Fundador do site independente Libya Al-Hurra TV, morreu quando cobria uma troca de tiros em Benghazi – ele transmitia o áudio ao vivo quando foi atingido.

Gelson Domingos (6) e Edinaldo Filgueira
O cinegrafista atingido por um tiro durante um confronto entre policiais e traficantes no Rio de Janeiro; e a o jornalista Edinaldo, assassinado em Serra do Mel, Rio Grande do Norte.


2011, em relação a 2010, teve somente uma morte a menos. Vamos torcer (e nos enforçar) para que esse número despenque no mesmo período do ano que vem. Pois o jornalismo deve ser feito com paixão, mas também com prudência.

Segue o site do Comitê de Proteção de Jornalistas, onde estão disponíveis todos os nomes de cada um dos jornalistas que morreram em 2011, aqui. Até amanhã!

Texto: O que a faculdade não ensina

O jornalismo é fascinante. Desde a faculdade, aprendemos muitos conteúdos úteis para a nossa formação como tal. Mas o verdadeiro jornalismo está fora da faculdade, está nas mídias digitas e no boca a boca das ruas. É ali que você descobre que talvez o jornalismo não seja tão fascinante assim.
Foi na internet que li que o cinegrafista Gelson Domingos foi baleado na favela do Rio, exercendo sua profissão. E que profissional só pode ter proteção adequada se compra do próprio bolso e fora do país. No Brasil, a proteção adequada é aquela que tiro de fuzil ultrapassa com a maior facilidade. Foi na internet que li que a justiça do Maranhão bloqueou toda a movimentação da mídia quando o assunto é a família Sarney. Jornalista que se atreve a pautar sobre o assunto é punido pela justiça. A liberdade é somente no pensamento de um jornalista, uma prisão para qualquer profissional da área.
Foi nas ruas que descobri que a Rede Globo não passa a notícia que deveria passar e que as pessoas se sentem enganadas diante da emissora de maior audiência da televisão brasileira. Que todos sabem que eles omitem assuntos e seguram informações, principalmente quando o assunto principal é a política. Quando achei que somente a rede Globo tinha seu lado negro, aí vi que a rede Record também tinha um lado negro da informação. Todo investimento em equipamento, falta em profissionais capacitados. Um grande exemplo foi os jogos pan-americanos, onde eles tinham um enorme arsenal de material, mas os comentaristas não estavam preparados para um evento da magnitude do que aconteceu e nem sequer as informações que deveriam ser passadas foram realmente.
A vida de um jornalista não é fácil e ninguém me disse que seria ou será. Mas com tantas dificuldades fica fácil entender a péssima reputação da profissão e do profissional que se habilita a exercê-la. Eu, como estudante de jornalismo, fico no meio desse turbilhão na dúvida de como, onde e para quem agir. Aprendi que o profissional deve ser imparcial na escrita das notícias, que devemos escrever para que todos nos entendam e que deve ter ética em todos os nossos passos. Mas pelo que vejo tudo isso funciona apenas dentro da sala de aula. Jornalistas não são “repolhos” para ser tão imparciais assim, não existe maneira de escrever uma matéria para que todos entendam e que a ética fica de lado em muitos veículos de comunicação. O que me conforta é que jornalista que é jornalista deve ser, assim como eu, apaixonado pelo que faz, para se chegar longe sem ver limites. E, acima de tudo, sem se deixar levar por influências.

Esse texto foi publicado no site Observatório da Imprensa.