

Mais uma da lamentável série "Assassinato de jornalista". As vítimas foram Marie Colvin e Rémi Ochlik, de 50 e 28 anos, respectivamente, aumentando para cinco o número de profissionais mortos nesse ano. Os correspondentes foram alvos de artilharia na cidade sitiada de Homs. "Este é o pior conflito que eu já cobri", relatou Marie à rede de TV CNN, ontem, direto da cidade de Homs, na Síria.
Três horas depois, a veterana em coberturas de guerra morreria em um ataque da artilharia síria, ao lado do fotógrafo francês Rémi Ochlik.
Ambos estavam em um centro de imprensa improvisado no bairro de Baba Amr, com outro colegar de profissão que também se feriram, mas sobreviveram. As mortes são, paradoxalmente, uma perda para o jornalismo e uma vitória para a verdade. O regime do ditador Bashar al-Assad não cansa de repetir que não está atacando civis e que não há conflito em curso no país. O ataque revela o contrário: o governo mira também a população.
Rémi Ochlik é fotógrafo e fundador da agência IP3 Press, era, segundo seus companheiros, um profissional de grande talento e um apaixonado por seu ofício. Ochlik ganhou o World Press Proto 2012 por suas fotos na Líbia. Em 2008, havia trabalhado na República Democrática do Congo. No ano passado, ele cobriu a Primavera Árabe e foi testemunha das revoluções na Tunísia, no Egito e na Líbia. Embora jovem, já era veterano em coberturas de risco.
Marie Colvin era uma renomada repórter de guerra do jornal britânico Sunday Times, cujo tapa-olho simbolizava o compromisso com seu ofício: uma marca da cobertura da guerra civil no Sri Lanka, em 2001, que lhe tirou parte da visão. Apaixonada pelo trabalho, era reconhecida pela coragem e persistência. Nascida nos Eua, mas vivendo em Londres, cobriu durante três décadas de carreira alguns dos conflitos mais sangrentos da atualidade.
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